domingo, 12 de junho de 2011

" Deficiências "

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 - 05/05/1994).


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu
próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre. "

terça-feira, 31 de maio de 2011

DETALHES...

https://picasaweb.google.com/denisdutramarques/PasseioASantoAntonioDoAmparo#5613020892575387698
IMAGEM CAPTURADA DE UMA PEQUENA E INSIGNIFICANTE ERVA DANINHA EM UM LINDO JARDIM! IMAGINE QUÃO IMPORTANTE SÃO OS DETALHES...

domingo, 24 de abril de 2011

A humildade é como a flor, fica bem em qualquer lugar!



Imagem: Denis Dutra Marques (Escola Agrícola Federal de Barbacena - IF-Barbacena, durante a caminhada penitencial do Noviciado)

terça-feira, 19 de abril de 2011

PÉTALAS AO VENTO


Sob o escaldante sol nasci
Dentro da terra fui gerada
Ao ser irrigada senti-me amada
E entre transformações cresci

Notei gerar em mim espinhos, chorei
Camuflados pelas verdes folhas, me alegrei
Entranhei as raízes na terra, me fiz forte
Produzi um belo broto, sensibilizei-me

Uma vida fora gerada em mim
Preparei-me, produzi, amadureci
E o pequeno e frágil broto desabrochou
Tão belo e radiante, o orgulho me tomou

Grande , belo e sem defeitos
Ezalava o perfume do meu peito
Encantava os seres, os viventes
Falava, sorria e nos alegrava

Oh! Tão pura rosa, fruto do meu ventre
Já não és tão forte e perfeita
Suas pétalas não resistem ao tempo
Que gloriosas se rendem ao vento

Voa fragmento de verdadeiro amor
Exale o seu perfume, o seu sabor
Espalhe a alegria, traduza os sentimentos
Que o vento nosso amigo insiste espalhar



Este poema foi escrito na aula de Metafísica do Professor Maximino Basso na Universidade Católica de Brasília após ter recebido uma pétala de presente!

domingo, 17 de abril de 2011

Fonte Inspiradora!

Inspiração não só para os meus olhos, mas para a alma e o coração também!







Série Minhas rosas meu jardim! Imagens do Jardim interno da Casa Salesiana de Barbacena (Minha Casa)!

Fotos: Denis Dutra Matques

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Meu Jardim, Minhas Rosas...




Metamorfose


Foto: Denis Dutra

JANELA DE UM NOVO OLHAR



VOCÊ JÁ OLHOU PELA JANELA HOJE? E O QUE VÊS?
EU SEMPRE OLHO PELA JANELA, E VEJO GRANDES COISAS.
AGORA POR EXEMPLO, VEJO TUDO!
TUDO A QUAL SOU CAPAZ, OU ME PERMITO.
VEJO OS PINGOS, O BANHO DO PÁSSARO, O VERDE MOLHADO, O CÉU ACINZENTADO, VEJO O FUTURO, VEJO OS SONHOS.
ONTEM EU VI A EXIBIÇÃO DO CANÁRIO,
SEU CORPO, SEU VOO, SEU CANTO.
VEJO TAMBÉM A FAMÍLIA DE SAGUI,
SALTIBANCA, ALEGRE E FRATERNA.
VEJO TODOS OS DIAS A ALEGRIA DAS ÁRVORES
EM SINTONIA COM O CANTO DAS AVES.
SOU CAPAZ DE VER-ME NA CAMPINA,
SALTITANTE, CANTANDO, ENVOLVENDO-ME.
VEJO O MEU PASSADO E O MEU PRESENTE
EM BUSCA ARTICULOSA PELO FUTURO.
BUSCO NESSA VISÃO DESCOBRIR A IDENTIDADE,
A IDENTIDADE DO MEU EU, RAZÃO E CORAÇÃO.
DESCUBRO OLHANDO PELA JANELA QUE
SOU MAIS QUE UMA IDEIA, SENTIMENTO;
VEJO QUE SOU MAIS DO QUE PENSO SER,
MUITO ALÉM DE MIM MESMO, QUE CHEGUEI ONDE JAMAIS IMAGINARIA CHEGAR, MAS CHEGUEI, ESTOU AQUI, MESMO SEM MERECER
COMTEMPLO A VISTA DA JANELA, O SOM, FORMAS E CORES.
O REFLEXO DA JANELA ALIVIA MINHAS DORES!
REPITO, NÃO MEREÇO, MAS OUSO, TENHO CORAGEM,
NÃO É FÁCIL OLHAR PELA JANELA, É COMUM.
MUITOS TEM JANELAS, MAS É COMO SE NÃO TIVESSEM,
OUTROS NÃO PERMITEM SEQUER QUE ELAS SEJAM ABERTAS,
EXISTEM TAMBÉM OS HIPÓCRITAS, QUE TEM JANELAS ABERTAS,
OLHAM POR ELAS, ASCENAM POR ELAS, SORRIEM POR ELAS,
MAS NÃO VEEM NADA, OU PIOR, NÃO PRODUZEM NADA.
E QUANDO PERGUNTAMOS, O QUE VEEM? RESPONDEM:
NADA DE INTERESSANTE! NADA DE INTERESSANTE? COMO ASSIM?
E AQUELAS ÁRVORES? AQUELES PÁSSAROS, O CÉU AS NUVENS, O SOL, A CHUVA? NÃO TE DIZEM NADA? SE SIM, ISSO SIGNIFICA QUE TENS O CORAÇÃO TÃO VAZIO E FRIO, SEM VIDA, SEM HISTÓRIA, SEMPRESENTE E PROVAVELMENTE SEM FUTURO.
MAS AINDA HÁ TEMPO! ABRA SUA JANELA!
DEIXE A LUZ INVADIR, CAMINHE EM SUA DIREÇÃO E FINALMENTE ARRISQUE-SE, MERGULHE E DEIXE SER ABSORVIDO PELA VIDA,
PELOS SERES, PELA JANELA.
SE FOR NECESSÁRIO CONSTRUA JANELAS EM VOCÊ
E PERCEBERÁS QUE ANDARÁS MUITO MAIS RADIANTE,
SEGURO E FELIZ.
OLHAR PELA JANELA E COMTEMPLAR EXIGE CORAGEM, OUSADIA, SINCERIDADE E SENDIBILIDADE.
ARRISQUE-SE E VIVA A MENSAGEM QUE A JANELA EM SUA LIMITADA CONDIÇÃO NOS DIZ EM SUA ILIMITADA VISÃO.

quarta-feira, 9 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

BANCO VAZIO



Havia um banco vazio, a me esperar, a te esperar!
Ele estava lá, só, sozinho a nos esperar!
Havia um Banco Vazio a contemplar a luz, a água o ar.
Acima de si apenas o céu, abaixo a terra!
Lá estava ele, forte plantado, perseverante!

Havia um banco vazio! Desbotado do sol!
Perdeu a cor, mas não o valor!
Por isso ele continua, segue a esperar, sem desanimar!
Sua esperança é alimentada pelas glórias do passado!
Saudoso a venerar, contudo forte a sonhar, a te esperar.

Havia um banco vazio, a me esperar, a te esperar.
Seu sonho é como a chama que insiste a queimar.
E tem como lenha a paisagem que o aprisiona.
Tão bela e bucólica, clara e escura,
Havia um banco vazio a contemplar!

O sol é a sua força, a lua sua calma.
Ele me convida, te convida, o seu pranto acalmar,
Sua alma restaurar e as estrelas fazer brilhar.
Ele quer retornar a seus tempos de glória,
Ao primeiro amor voltar. E afirma:
“Eu garanto”, amor eterno encontrará!

Havia um banco vazio a me esperar, a te esperar!
E nos convida confiante: “Venha em mim se assentar,
Tua cabeça reclinar e beleza sem fim contemplar”.
Olhe! Contemple! O lago, o sol, a lua, as estrelas.
Sinta! Experimente! O ar, o calor, o frio a vida.
Observe a noite e seus habitantes discretos.
O dia e os toques suaves do artista.

Eu te convido! Vem em mim descansar,
Enfaixar suas feridas. Se a mim você vier,
este presente lhe darei e alegria encontrarás.
Havia um banco vazio! Hoje não há!
Pois nos encontramos num eterno assentar!


Fotografias tiradas no Centro de Convenções Israel Pinheiro em Brasília, casa de Encontros dos Salesianos de Dom Bosco, lugar onde também me inspirei para escrever o poema.

LOUVOR A CHUVA



Ansioso esperava, persistindo aguardava
O fenômeno natural que este ano tão tardara!
Necessidade expressava homens e mulheres
Gente comum da burguesia ou bastardo.
Crianças e anciãos, com força clamavam
Venha do alto, oh! Tão pura água!

A terra tem sede, avermelhada soprava,
Sobre as murchas folhas as vezes queimadas!
Desastres se viam nas nuvens cinzentas
Que ao céu quase tocavam, nas duras queimadas!
Animais desfaleciam, na dureza do dia
Só o homem não via dolorosas ações.

A tristeza pairava na tão alegre natureza
que despida de tua tão grande beleza
gemia e chorava qual mulher em dores de parto
no silencioso grito que nos becos ecoava
afim de suas vozes juntar e um único clamor entoar
aos seres do alto e um novo canto cantar.

Dou graças aos céus que o meu canto ouviu
E sem reservas o meu pedido provil
Do alto, da longínqua imensidão nos enviou
Tão bela e pura a torrencial chuva
Que tão forte e imponente a sede saciava
Dos miseres que desiludidos pastavam!

Oh! Glória! Alegria e Louvor! Entoemos em coro
Por tão grande e esperada visita amiga
Que aos campos vem os prantos enxugar!
Que a cor desbotada faz cintilar, realçar,
Quão grande beleza brutalmente demasiada
Pela força, pela dor, no ardor da forte chama.

Olhe! Contemple! Viva tão grande beleza
A beleza dos verdes campos e a pureza do ar
Que as narinas vêm visitar e a alma acalmar
Coroando-nos com tão valioso presente divino
Composto por dois hidrogênios e um oxigênio
Que sobre nós vem derramar afim de a vida transformar.

Quero sair, correr e brincar
Sob os fortes pingos em meu rosto a rolar
Faço a infância voltar, na alegria do meu peito a pulsar
Ah! Faço festa, entôo canções e rimo meus versos
Em um grande louvor a irmã água
Que do céu me visita e provocante minha vida ínsita.


Fiz esse poema após ficar 7 meses sem ver a água cair do céu. Foi um tempo braboooooo! Gosto muito do tempo chuvoso e como hoje está essa chuvinha gostosa aqui em Barbacena resolvi publicá-lo!

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Luta pela Vida


Foto: Denis Dutra Marques - Colégio Salesiano de BH

Sejamos assim como esta planta, insistente, ousada, confiante, pois somente assim alcançaremos nossos objetivos! Boa reflexão a todos!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O SOM DA JANELA


MANSO, CALMO E LENTO, SURGE COM O VENTO
ELE VEM DA JANELA, OU MELHOR, ALÉM DELA.
MEU CONCERTO MATINAL, DIÁRIO E REAL,
SEGUE UM RÍTIMO. SENTO-ME CONFORTÁVEL,
CERRO OS OLHOS, CONCENTRO-ME NA RESPIRAÇÃO.
LOGO O MAESTRO ANUNCIA O SEU INICIO.
O CORO DOS BEM-TE-VIS ANUNCIA GLORIOSO,
“DEUS É BOM!” EM VÁRIAS VOZES E TONS.
OS CANÁRIOS, BONS TENORES, DÃO SEQUÊNCIA A ÓPERA
E TORNAM MEU CONCERTO MAIS COLORIDO; TÃO MELÓDICOS
RECHEADOS DE TONS E SEMITONS.
OS TRINCA FERROS E AS COCOTAS CONTRIBUEM,
VOAM COMPASSADAS NO ESTRIBILHO DA CANÇÃO.
O TREM APITA AGUDO E ANUNCIA O REFRÃO,
OS INSTRUMENTOS SE UNEM FORMANDO UM SÓ SOM,
UM BELO CORO, UMA BELA ORQUESTRA, QUE CONCERTO!
O CÃO LADRA ANUNCIANDO O SILÊNCIO NA PAUTA.
E SE TEM INICIO A SEGUNDA ESTROFE,
A SINFONIA DOS PÁSSAROS REGE O SOM
E BELAMENTE REPETEM O CANTO EM SEU TOM.
OPA! UM RUIDO ESTRANHO, UMA DISTRAÇÃO.
PUTZ! PERDI AQUELE AGUDO DO CANÁRIO.
E SEGUE MEU CONCERTO MATINAL E PARTICULAR.
O MAESTRO OS CONDUZ AO FECHAMENTO,
E O BEM-TE-VI FINDA ACLAMANDO,
PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO!

SOU FEITO DE PALAVRAS


SOU FEITO DE PAÇAVRAS,
PALAVRAS REAIS QUE ME LEVAM AO ABSTRATO,
ME LEVAM AO MUNDO DOS SONHOS,
DOS SONHOS VERDADEIROS NAS FALSAS VIDAS QUE LEVAMOS.
SOU FEITO DE PALAVRAS,
PALAVRAS ABSTRATAS SIM, DOS ADJETIVOS QUE SE SOMAM AOS SUBSTANTIVOS AFIM DE SE UNIREM AO VERBO.
NEM SEMPRE ESSA LIGAÇÃO É DIRETA,
MAS MESMO SENDO INDIRETA NOS GARANTE UM SENTIDO.
SOU FEITO DE PALAVRAS...
PALAVRAS BELAS E SEM BELEZA, PORÉM PROFUNDAS
CAPAZES DE TORNAREM “CRÍTICO” O TEXTO DA NOSSA VIDA.
PALAVRAS RITIMADAS QUE DANÇAM NA MELODIA,
E PALAVRAS EM VERSOS FEITO POESIA.
SOU FEITO DE PALAVRAS...
PALAVRAS GRANDES QUE OFENDEM E DIVIDEM,
E TAMBÉM DAS PEQUENAS QUE UNEM, COMO OS ARTIGOS QUE DEFINEM. CONTA GOTAS AS VEZES, METRALHADORA NEM SEMPRE.
SOU FEITO DE PALAVRAS...
PALAVRAS SOUTAS E EM TEXTOS ÁS VEZES SEM CONTEXTO,
QUANDO ASSIM ME PERCEBO, LEMBRO-ME DE QUANDO AINDA NÃO ERA PALAVRA,
E LETRA APÓS LETRA CONSTRUO PALAVRAS DANDO
OUTRO RUMO A HISTÓRIA, AO MEU TEXTO.
SOU FEITO DE PALAVRAS BOAS,
PALAVRAS QUE ALIMENTAM, AJUDAM E EDUCAM.
SOU FEITO DE PALAVRAS DE DIFICIL COMPREENSÃO,
PORÉM COM SIMPLES TRADUÇÃO.
PALAVRAS ALTAS,
MAGRAS,
PESADAS,
RÁPIDAS,
FORTES,
GLAMUROSAS
E POBRES.
EMFIM SÃO SÓ PALAVRAS;
SIMPLES PALAVRAS QUE FORMAM TEXTOS DE DIVERSOS CONTEXTOS,
PORÉM CHEIOS DE VIDA, DE HISTÓRIAS.
SOMOS TODOS PALAVRAS, TEXTOS, HISTÓRIAS.
LIVROS DE DIVERSAS EXPESSURAS, PORÉM DE MENSAGENS RARAS.
LIVROS VAZIOS, ÀS VEZES, COM PALAVRAS ESCONDIDAS
NAS PAGINAS EM BRANCO QUE AINDA PODERÃO SER ESCRITAS, CORRIGIDAS, REESCRITAS E IMPRESSAS.
NÃO SEI MUITO SOBRE A VIDA, APENAS SEI QUE SOU FEITO DE PALAVRAS!

DEDICO ESTE POEMA A MINHA AMIGA POETISA E FILÓSOFA CLAUDINHA (GAMA-DF // UCB) QUE ME ENSINOU PERCEBER-ME COMO PALAVRA!!!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mensagem do Dia...

"Sede Santos como o Pai é Santo" (Mc)

"As Coisas que não imaginamos geralmente são as coisas que Deus imagina pra nós!" (EU, kkkkkk! profundo isso!)