sábado, 17 de novembro de 2012

Gardens around me!


Sabiá alimentando seu filhote no ninho! Jardim da ISJB

Na sequência, ela observa o intruso que pode ser uma ameaça a sua prole.

Mãe sabiá fora do ninho buscando o banquete dos bebês sabiá.

Enquanto isso no canteiro ao lado do ninho...

Como me sinto ao contemplar a natureza!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Frases soltas

Não se preocupe enquanto eu estiver falando algo a seu respeito, mas preocupe-se quando eu deixar de mencionar o seu nome!

Sei que não sou o melhor cara do mundo, e nem tenho qualidades perfeitas, mas quando digo algo é verdade!

O meu jeito te incomoda? Lamento, mas quem mais sofre nesse jogo sou eu, aprendemos muito a nosso respeito quando se convive consigo mesmo vinte e quatro horas por dia, isso eu te garanto! Estou tentando mudar, mas confesso que não é fácil!

Minha escolha não é definitiva! Seria se felicidade fosse uma escolha permanente!

O simples fato de me encontrar onde me encontro hoje não elimina a minha dor e humanidade!

Muitos dizem como já dizia Oswaldo Montenegro "Eu quero ser feliz agora!", é bonito ver a força e o desejo de buscar algo melhor para a vida, mas poucos percebem como Guimarães Rosa "Felicidade se encontra em horinhas de descuido!"

O Amor! O que é o Amor? Simplesmente INDEFINIDO!

Como vocês perceberam, hoje resolvi não publicar minhas idéias em versos, palavras soltas... Até breve!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Diálogo entre ciência e fé


Em Feuerbach a Teologia se torna antropologia
         Quando falamos de ciência, logo vem em nosso pensamento a aversão à religião. Será que este dualismo parte do senso comum ou possui fundamento pertinentemente válido? Questiono, porém, temo não possuir argumento para respondê-la, contudo, gostaria de arguir um pouco sobre este polêmico assunto.
            Ao estudar nas aulas de Filosofia da ciência sobre o Ateísmo Sistemático, entre os séculos XIX e XX, nos esbarramos em uma figura muito interessante, Ludwig Andreas Feuerbach. Trata-se de um sujeito, que após abandonar os estudos teológicos, tornou-se fiel discípulo de Hegel. O pensamento de Feuerbach navegou pelo idealismo alemão, pelo materialismo histórico de Karl Marx e pelo materialismo cientificista  da segunda metade do século XIX.
            Feuerbach desenvolve seu pensamento filosófico inferindo que existe na religião uma carência da consciência que o homem tem de si, sendo assim, o homem religioso aliena a sua essência ao ponto de se comparar a um estado infantil da humanidade incapaz de reconhecer a si mesmo e a Deus. Sendo assim, a consciência que o homem tem de Deus é a consciência que ele tem de si. Fiquei imaginando, se Feuerbach chegou a essa conclusão acerca dessa relação Deus e o homem ainda no século XIX, o que pensaria ele sobre esta relação na atual conjuntura do século XXI? Abrindo um parêntesis no pensamento puramente feuerbachiano arrisco mencionar que Deus é um ser mutável no passar dos séculos, pois o que podemos ver hoje é que o Deus de várias religiões não passa de uma figura criada a partir das carências humanas. Será que Feuerbach tinha razão?
            Com razão ou não, Feuerbach diz que o “homem infantil” é um ser que teme as suas limitações naturais, teme ser um homem finito, determinado e por isso cria para si uma figura abstrata, um ser não real que fazendo uso de suas próprias qualidades e essência, externamente o anima e o determina. Ou seja, existe uma necessidade de se afirmar em características próprias, mas que partam de um fundamento exterior a si. Por isso que os vários atributos divinos, mesmo que partam do mistério, são encontrados no próprio homem. É através dos sentidos que o ser humano é concebido como ser infinito e pleno de determinações. Dessa forma, podemos conceber a religião como uma cisão no homem: o ser divino é aquilo que o homem não é. Essa cisão entre o ser divino e o homem representa uma cisão do homem com sua própria essência oculta. O homem expressa essa essência através da religião, por meio dela, podemos encontrar um conteúdo humano objetivado. As análises de Feuerbach sobre a religião  mostram que o conteúdo dessas crenças podem ser explicados de forma racional.
            Não com a intenção de ser cético, mas a fim de compreender ou até contribuir com o pensamento de Feuerbach podemos pegar como base as Sagradas Escrituras do Cristianismo. No livro do Gênesis, por exemplo, encontramos um paralelo entre saga e mito que narra a criação do mundo e a forma como os seres criados a imagem e semelhança de Deus são conduzidos ao longo da história, e assim como em outros livros é possível notar características humanas  no ser que é Onipotente. Assim, ainda muitas pessoas usam o nome de Deus para difundir suas ideologias, para melhorarem suas condições financeiras, para tornarem-se pessoas públicas e com status. Enfim, quando alguém possuí uma boa retórica é capaz até de convencer que Deus está dando ordens afim de que se cumpram certos modismos e caprichos intencionando garantir um lote, uma casa, a vida eterna, a salvação em um reino almejado, porém desconhecido.
            Analisando este lado da moeda podemos concordar com Feuerbach ao afirmar que A Teologia é uma Antropologia e que a Antropologia é a história secreta da teologia. Este tipo de Deus, já dizia Nietsche, está morto! Este tipo de Deus não comunga com a ciência e nem com qualquer outra teoria ou prática de vivência, este tipo de Deus entra em contradição consigo mesmo, este tipo de Deus é apenas a ilusão de tudo aquilo que o homem não é capaz de ser, é uma mera criação humana, irreal e incapaz de contribuir com o mundo e por isso concordo em gênero, número e grau com Feuerbach ao afirmar que a Teologia se torna Antropologia.
            Deus não cabe na sua cabeça. Se Deus um dia for compreendido, Ele deixará de ser Deus e passará a Ideia, e assim tudo o que existe enquanto teologia passará a antropologia, e toda experiência transempírica passará a mito, assim como a metafísica se não for mera física não existirá. Isso nos provoca a refletirmos sobre uma coisa, qual é a relação entre a ciência e a religião? A Razão e a Fé? Digo pois, se algum pensamento, ideia, prova ou argumento não considerar um equilíbrio entre o natural e o sobrenatural, ele será incompleto, vazio, pobre e incapaz de se sustentar. Ou seja, a Fé sem ciência é manca assim como a ciência sem a fé não tem sentido, uma complementa a outra afim de que possamos viver bem a vida que nos é proposta.
            Assim, um profissional do sagrado que baseia o seu discurso e a sua vida apenas numa dimensão metafísica é um ser alienado, corrupto e vazio. O mundo sensível também é criação de Deus, então porque negá-lo? Porque aniquilá-lo e viver como um ser fora dele? Este tipo de ser humano precisa sim buscar uma experiência com o sagrado, mas isso não implica que ele deva ser alguém que não entenda das leis físicas e naturais que regem o mundo em que vivem. Da mesma forma é o profissional das ciências naturais. Se ele não possuir uma experiência, mínima que seja, com o sagrado, que sentido tem conhecer a natureza e as forças que a regem? Na verdade, eu particularmente acredito que todos esses grandes cientistas, não confessionais, que revolucionaram a história com suas fantásticas descobertas já encontraram Deus, fazem, do seu jeito, uma experiência metafísica, diferente das que os confessionais fazem, e por isso proporcionam tamanho bem a humanidade.
            Talvez se Feuerbach tivesse tido essa compreensão de que a Teologia e a Antropologia são duas coisas distintas, mas que se completam, que não vivem desligadas uma da outra, ele não afirmaria que uma é mera representação da outra e para que uma exista a outra deveria deixar de existir.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Isso é um assalto!

Essa semana, mas precisamente ontem (30/10), ocorreu-me algo que eu sabia que poderia acontecer a qualquer momento, mas não sabia como, onde ou por quê? Pois bem, narrarei o fato. Após terminarmos o nosso estágio no Instituto São Rafael no Barro Preto, estávamos, eu e meu comparsa Jonathas Andrade, a caminhar até ao metrô no centro de BH. Após transcorrer por toda avenida Augusto de Lima e passar pela Praça Raul Soares descemos em uma rua pouco movimentada sentido a rodoviária, pelas mediações da rua fomos abordados por um sujeito maltrapilho que disse, -"Me da uma ajuda aí, por favor", logo respondi, -Não tenho nada aqui senhor, e realmente não tinha, não portava comigo nem uma moeda de um centavo sequer. O moço que continuou a nos acompanhar na calçada voltou a dizer, -"pow cara, me da uma ajuda aí!", e eu voltei a dizer, -não tenho nada cara. Aí foi quando o sujeito que nos acompanhava apelou e nos disse em tom grosseiro, -escuta aqui, eu acabei de sair da cadeia, tenho AIDS e to pedindo ajuda e vocês se negam a me ajudar! O que vocês querem, que eu roube vocês?", daí retruquei no mesmo tom, -porra cara, já disse que não tenho nada aqui comigo!, então ele disse, -"é, então vocês estão me obrigando a levar o celular de vocês, isso é um assalto!" Eu sempre achei que quando escutasse isso pela primeira vez iria morrer de medo e temia ter um piripaque no meio da rua, mas isso não aconteceu, foi diferente, pois eu fiquei parado, calado, olhando para o sujeito tentando entender aquela situação, na verdade achei engraçado, afinal ele queria uma esmola ou nos roubar? Nessa hora, meu companheiro enfiou a mão no bolso e arrancou uma nota de dez reais e disse ao sujeito, "-Cara eu só tenho esses dez reais para a passagem, vamos ali num comércio trocar o dinheiro aí fica cinco para mim e cinco para você." Parece até piada, mas ele realmente fez essa proposta, que obviamente não foi aceita pelo rapaz. Com o dinheiro na mão, o pedinte que passara a meliante novamente me dirigiu a palavra dizendo, "-e você, passa o seu dinheiro!" Eu já estava fadigado com aquela situação, sem paciência enfiei a mão no bolso e tirei a minha carteira, a abri diante dele e repeti, "pow cara, já te disse que não tenho nada aqui, to zerado. Será que alem de desprovido de grana você vai me chamar de mentiroso?" e voltei a guardar a carteira no bolso. Acho que nesta hora o moço teve compaixão de nós, deixou de ser bandido e passou novamente a cidadão. Ele voltando para nós disse, "-olha galera, essa região é uma região perigosa, onde pessoas como eu ficam por aqui aguardando uma oportunidade para tirar das pessoas o que não nos pertence, por isso vocês precisam ficar atentos, quando virem alguém como eu tentei despistar, entrar em uma loja, não permitam que nos aproximemos muito de vocês, pois a nossa intenção é roubar, e se vocês não ficarei atentos conseguiremos fazer isso com muito êxito!"
Agradecemos a dica de Como não ser assaltado no Centro de Belo Horizonte, por um ladrão, cidadão, sei lá e seguimos nosso caminho. O Jonathas nos conduziu rapidamente para fora daquela região, temendo ser abordado por outros pedintes como este, e após alguns passos, caímos na risada!

Imagem da semana


Essa semana resolvi inovar, postei como imagem da semana uma fotografia diferente das que venho postando regularmente. Nesta imagem podemos observar um prédio histórico no centro de Belo Horizonte (Rua Bahia) onde está instalada uma das lojas da Drogaria Araújo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Corações e Canteiros



            Hoje ao visitar o jardim interno da casa fui capaz de perceber algo imaginável. Fui levado a descobrir o jardim secreto do meu coração. Sim possuímos ao menos um jardim secreto, há aqueles que possuem mais de um, não sei como são administrados, mas existem.
            O jardim interno já estava gasto, feio, com poucas plantas meio amareladas que quase não tinham força para gerar sequer uma reinante flor. Não surtiam muito efeito as medidas paliativas de cultivo, funcionavam como remendos de roupas, surtia alguma melhora, mas não solucionava o problema, pois logo era preciso outro remendo. Tão logo o canteiro tornava a ser como antes, produzindo menos beleza do que era capaz de produzir.
            Contudo, era preciso tomar uma difícil decisão, era preciso ser radical, precisamos ser radicais algumas vezes. Vamos desmanchar o canteiro! Modifiquemos sua estrutura! Nossa! Como foi sentido arrancar cada planta, arrancar os lírios foi a tarefa mais difícil. Agora o colorido havia se tornado num espaço de terra triste, vazia, incapaz de inspiração. Porém a terra já estava cansada, massacrada, machucada, remendada. A terra precisava ser curada. Vamos revirar a terra e torná-la mais eloqüente! Vamos ainda aplicar algo que cure sua acidez. Não produzimos nada muito bom quando estamos meio azedos. Pois bem, cultivemos a terra, limpemo-la, tiremos toda sujeira como pedras e outros resíduos. Agora sim, a terra está transmitindo um bom sinal, parece estar melhor. Parece estar preparada para o plantio. Plantemo-la! Nossa, as plantas feitas mudas estão com um ar murcho, parecem que não vão resistir ao transplante. Será que irão sobreviver? Impressionante! Elas estão apresentando uma leve reação, estão melhorando. Algo bom e novo está acontecendo!
            Olhe! Observem o meu jardim interno como ele está bonito, florido, cheio de vida. Não parece o mesmo canteiro, parece outro. A mudança é muito significativa. Meu Deus como é bom contemplar esse jardim! Ele inspira tantas coisas, ele traz boas memórias, nos inspira um caminho seguro. É um sinal de vida!
            Assim é o nosso jardim secreto, cheio de canteiros. Canteiros que são sinais de vida, mas também inspira morte, solidão, egoísmo insensibilidade. Precisamos cuidar dos nossos corações, eles precisam ser sempre sinal de vida, exemplo. Mas para isso não podemos temer a dor, o diferente, o novo. Somos nossos próprios agricultores! Precisamos cultivar os relacionamentos, eliminar a acidez do coração, retirar as impurezas da alma, só então floriremos a vida. Apesar de causar dor, nos traz alegria, esperança. Faz-nos percorrer por caminhos sinuosos, porém são sinais àqueles que caminham, são certezas para àqueles que têm esperança, para aqueles que esperam e buscam. Portanto, não tema a poda, pois ela apesar de ser dolorida vai nos fazer crescer belos e robustos. Cuidemos de nossos jardins, cultivemos nossos canteiros para que nossos corações sejam cada vez mais cheios de vida e a alegria de se viver.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O dia




A cada manhã inicia-se um novo dia, um dia novo cheio de novidades, os acontecimentos geralmente não se repetem. As pessoas até tentam programar o seu dia acreditando que ele caberá em uma página de agenda, mas não cabe, ele transcende! Concordo que a agenda ajuda a organizar o dia, mas não programá-lo. O dia tem programação própria.
As pessoas se queixam por caírem na rotina, mas o que é a rotina? A rotina nada mais é do que um dia programado, controlado que descontrola-se e nos sufoca. O grande poeta mineiro Gimarães Rosa dizia que felicidade se encontra em horinhas de descuido, ou seja, horas não programadas, horas fora do roteiro, do script. Portanto, faça do seu dia inteiro horinhas de descuido. Não estou dizendo isso afim de demasiar o compromisso, as responsabilidades, muito pelo contrário, estou afim de torná-lo mais autêntico. O dia está pronto para nós, está pronto para ser vivido, e nós insistimos em enche-lo de remendos. Ele é muito mais belo puro, sem reparos. Por isso é preciso lembrar-se sempre de que os compromissos diários estão a serviço do homem e não o homem é escravo dos seus apontamentos. Não perca de vista o seu ponto de partida e assim poderás contemplar as belezas do dia. O dia puro e simples, mas que pode nos fazer muito mais felizes.
O arco-íris, o sol são fragmentos do dia que estamos deixando de contemplar. Por isso que recordamos com tanta saudade do tempo de infância, a marca do tempo em que vivíamos intimamente sintonizados com o dia.
Quer uma dica?
Abra os olhos e viva!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sexo Animal



Eles também amam!

Achei bem curioso esta fotografia que tirei ao voltar da PUC na semana passada. Trata-se de um casal de percevejos em pleno ato sexual. Na verdade havia uma colônia sexual naquele local. A cena tornou-se tão curiosa para mim, que resolvi pesquisar sobre o assunto, e para minha surpresa, aquele inseto mais gordinho e mais é forte é a fêmea. Ela carrega o macho para onde ela quiser além de alimentá-lo durante o ato sexual.
Vivendo e aprendendo! 

Imagem da semana!

A fotografia desta semana retrata uma típica tarde de domingo na Lagoa da Pampulha em BH



sábado, 29 de setembro de 2012

Filosofia do Rivotril



         Não precisa ser um grande estudioso para notar o alto crescimento de uma escola do pensamento no campo mundial. Tal escola tem difundido uma cultura depressiva entre os seus pensadores, e estes tem ganhado cada vez mais notoriedade; para se ter uma ideia, está até muito bem divulgada nos meios de comunicação social. A escola a qual me refiro é a veia morta da humanidade alta consumidora das drogas anestesiantes do saber. O consumo de antidepressivos tem crescido consideravelmente nos últimos tempos, e quanto mais se consomem os rivotrils da vida, mais alienação existe entre os consumistas depressivos. Dado ao fato, não impressiona perceber que a sociedade atual, diferente de outros tempos, acumula problemas para si. Será porque que as pessoas estão, aparentemente, cada vez mais afundadas em situações desagradáveis que não tem fim? Acredito eu, que o pensamento crítico na contemporaneidade está em crise, em uma crise existencial. Não digo isso apenas em questões acerca do pensamento teórico, mas também do pensamento prático do cotidiano humano. Sim, o jovem após uma decepção amorosa prefere “encher a cara” a enfrentar a situação. Os pais, por sua vez, preferem tomar calmante e ir dormir ao ter que ver o seu filho chegar “chapado” em casa. Não há diálogo, não há confronto de ideias, não há produção do pensamento.
         As pessoas estão fugindo dos seus problemas de um modo nem tanto aconselhado. A razão está sendo anestesiado a fim de aliviar a dor e o sofrimento. Contudo, a melhor maneira de solucionar ou aliviar a dor definitivamente é enfrentando-a, todavia, não é uma tarefa de fácil execução e nem nos apresenta prazer ao exercê-la, porém as consequências serão muito mais agradáveis. É preciso encarar o medo de sofrer. O esquivamento só aumentará a nossa fuga do monstro que nos oprime, que cresce e ganha mais força a medida que não o enfrentamos.
         Assim, podemos entender que os anestésicos da mente, apesar de aliviar a dor naquele momento crítico, não soluciona os nossos reais problemas, muito ao contrário, na verdade, eles nos enfraquecem diante dos nossos maiores inimigos, como o medo, o sofrimento e a dor. Esses inimigos, muitas das vezes são nossos bichinhos de estimação que habitam os nossos sonhos e que depois de ignorados tornam-se os monstros que dominam os nossos pesadelos e nos conduzem a um só lugar, ao fracasso. Aqui, acredito caberia a célebre frase do Cleto Calimam, “É preciso cultivar os pequenos vícios para não cairmos nos maiores”. Quando reconhecemos nossas fraquezas, temos uma maior possibilidade de nos tornarmos mais fortes, pois, cuidar com atenção das sitações que nos fazem sentir seres pequenos nos tornam pessoas mais maduras capazes de enfrentar com grandeza os problemas maiores.
         Enfim, não se trata de masoquismo ou uma busca desnecessária pela dor, mas um confronto de sentimentos que tem como finalidade o bem-estar pessoal. Lembrando que o conflito é sinal de vida, e o sentimento de prazer estar ligado ao não prazer, logo o saber parte da dúvida. Por isso permitamo-nos confrontar afim de que produzamos conhecimento, prazer, alegria e bem-estar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Louvor a Chuva



Ansioso esperava, persistindo aguardava
O fenômeno natural que este ano tão tardara!
Necessidade expressava homens e mulheres
Gente comum da burguesia ou bastardo.
Crianças e anciãos, com força clamavam
Venha do alto, oh! Tão pura água!

A terra tem sede, avermelhada soprava,
Sobre as murchas folhas as vezes queimadas!
Desastres se viam nas nuvens cinzentas
Que ao céu quase tocavam, nas duras queimadas!
Animais desfaleciam, na dureza do dia
Só o homem não via dolorosas ações.

A tristeza pairava na tão alegre natureza
que despida de tua tão grande beleza
gemia e chorava qual mulher em dores de parto
no silencioso grito que nos becos ecoava
afim de suas vozes juntar e um único clamor entoar
aos seres do alto e um novo canto cantar.

Dou graças aos céus que o meu canto ouviu
E sem reservas o meu pedido proveu
Do alto, da longínqua imensidão nos enviou
Tão bela e pura a torrencial chuva
Que tão forte e imponente a sede saciava
Dos miseres que desiludidos pastavam!

Oh! Glória! Alegria e Louvor! Entoemos em coro
Por tão grande e esperada visita amiga
Que aos campos vem os prantos enxugar!
Que a cor desbotada faz cintilar, realçar,
Quão grande beleza brutalmente demasiada
Pela força, pela dor, no ardor da forte chama.

Olhe! Contemple! Viva tão grande beleza
A beleza dos verdes campos e a pureza do ar
Que as narinas vêm visitar e a alma acalmar
Coroando-nos com tão valioso presente divino
Composto por dois hidrogênios e um oxigênio
Que sobre nós vem derramar afim de a vida transformar.

Quero sair, correr e brincar
Sob os fortes pingos em meu rosto a rolar
Faço a infância voltar, na alegria do meu peito a pulsar
Ah! Faço festa, entôo canções e rimo meus versos
Em um grande louvor a irmã água
Que do céu me visita e provocante minha vida ínsita.

Lua da Semana!