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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Democracia



Eu não sei quem é pior!
Aquele que fala 45 mentiras ou aquela que nega 13 verdades!
Mentira, Mentira, mentira e mais mentiras!
Fico imaginando, será que é difícil fundamentar tantas inverdades diante de milhões de olhos cheios de sonhos e esperanças afim de consolidar uma esmagadora dominação? Acho que não! Creio que é mais fácil do que assumir seus limites pessoais e públicos e oferecer o que eles realmente precisam.
No dia em que se lembrou o 108º aniversário da maior filosofa política contemporânea, Hannah Arendt, os dois candidatos ao posto máximo da democracia brasileira, num debate político de TV, importaram-se apenas em derrubar o inimigo e se esquivar dos seus ataques envergonhando, ao meu ver (opinião pessoal, por isso respeito), não só a democracia, mas àqueles que são o seu único e maior soberano político desta nação, os cidadãos.
Não venho aqui defender candidato A ou D, nem tão pouco inferir apologias para partido T ou B, mas sim protestar fazendo uma espécie de desabafo afim de dar a minha contribuição neste processo democrático brasileiro. Vamos usar a diversidade ao nosso favor gente!
Quero me dirigir também aos amigos que já escolheram os seus candidatos. Parem de agir como se o fulano fosse o Rambo e o beltrano os Vietnamitas! Lamento informar, mas esse episódio hollywoodiano não será exibido no Brasil nos próximos 4 anos. Isso é pura ilusão!
Outra coisa! Não fundamentem os seus argumentos por postagens nas redes sociais (como essa), notícias de sites da internet, Folha, Estadão, Globo, etc. Mas leia História do Brasil, Filosofia Política, acompanhe os passos de cada candidato e só então forme a sua opinião. Talvez você vai escolher o mesmo candidato que escolheu antes, mas garanto que com um outro olhar, com uma criticidade que não te fará mal, ao contrário, fará muito bem (vai evitar que você fale ou poste qualquer coisa).
E por último. Todas as acusações que um faz ao outro é verdade, basta acompanhar os documentos oficiais (quando possível) e o curso da história.
Minha gente, esse dois estão longe de serem os salvadores da Pátria! Vamos tomar consciência do nosso real papel na democracia, e não é simplesmente votar, mas GOVERNAR!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Houve um tempo...


Houve um tempo, do qual eu pouco ou nada sabia, em que eu via a gente bonita/ com as faces coloridas/ sendo das ruas banidas/ por algum motivo, não sei.
Houve um tempo... em que as máscaras na rua e que carnaval já não era mais a lua, gritavam a culpa foi sua, e o mal eu não descobria.
Houve um tempo... em que a paz não era a luta, mas sinônimo de labuta, em que poucos se anuviam e a tempestade fez crescer.
Houve um tempo... em que o tempo que houvera, tornara-se primavera de um conto, uma história de uma saudade em meu peito.
Houve um tempo... em que estudante baderneiro era amigo do carcereiro, do coveiro um herdeiro, por pensar tão diferente.
Houve um tempo... em que ditador e guerrilheiro dividiam o travesseiro, sem cortesia de um vespeiro a lutar por algo bom.
Houve um tempo... em que a marcha e o protesto era a bagunça de um tempo que passou.
Houve um tempo... em que a memória tão remota, assim como o globo e as estações, retornou ao seu ponto de partida.
Houve um tempo... um eterno e o agora, que torna cíclica a história, numa mistura inseparável sem um começo ou um fim.
Houve um tempo em que a colônia e a coroa, a ditadura e a democracia nas repressões se assemelhariam, e ao povo só faria sofrer.
Houve um tempo em que  o tempo era a vontade de um povo em liberdade fazer o tempo voltar.
Houve um tempo em que ao tempo não há tempo, mas um momento, um segundo ou uma ação.
Houve um tempo em que os que do tempo se favoreceram, mas se tornaram prisioneiros, temeram os de pouco tempo que se tornaram atemporais.
Houve um tempo em que o Brasil virou brasil e destemido ele cumpriu o seu tempo na história.
Houve um tempo em que o tempo não existiu, mas a vontade de ser eu impulsionou-me a uma nova história.
Houve um tempo em que a geração alfa mudou o seu status de “deitado eternamente em berço esplendido” para “verás que um filho teu não foge à luta”
Houve um tempo em que o tempo então faliu e a vontade de ser Brasil me motivou a ser cidadão.
Eu sou o que sou, sou o tempo, sou o Brasil, sou a história, sou cidadão!