quinta-feira, 21 de março de 2013

É pra lá que eu vou!

Em julho de 2013 estão sendo esperados mais de 2 milhões de jovens na cidade do Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O local onde acontecerá o evento será chamado de Cidade da Fé. Veja o vídeo-convocação!


segunda-feira, 18 de março de 2013

A grande surpresa


            Era uma tarde comum como tantas outras, mas a tarde do dia 13 de março de 2013 entraria para a história. Durante o período em que permaneci no quarto com meus estudos e senti necessidade de buscar água, parecia tudo tão igual, mas no momento em que cheguei ao bebedouro notei algo bem curioso. O fato que me chamou a atenção foi perceber ao olhar a TV que uma das maiores empresas da comunicação mundial transmitia ao vivo imagens de uma simples ,e aparentemente comum, chaminé. Na verdade, tudo que parecia tão comum e tão óbvio iria surpreender a população mundial.
            Antes de tudo, um relato pessoal. Durante os últimos acontecimentos na Igreja Católica (Renúncia, escândalos e eleições) e com o bombardeio midiático de informações oficiais e extra-oficiais optei por não acompanhar todas as notícias que apareciam acerca do Papa, da Igreja e do Povo de Deus. Percebi um número muito maior de especulações do que de informações, por isso fiz essa opção.
            Voltemos ao caso. O surpreendente era que os canais transmitiam ao vivo imagens de uma simples chaminé, e o mais curioso, os canais seculares o faziam com tanta piedade e devoção que até pareciam canais religiosos. Naquele momento pensei, “como uma instituição conceituada por essas mídias, por seguidores e não seguidores como retrógrada, ultrapassada, corrupta, iníqua, preconceituosa, conservadora, medieval, excludente e tantos outros adjetivos pejorativos tornava-se o centro da unidade fraterna mundial a ponto de virar notícia principal? O que estava acontecendo com a sociedade moderna? Por que tais fatos como reconhecimento da limitação humana, atitudes de humildade, reflexão teológica e imagens de uma mera chaminé virariam notícias de capa? Confesso que não sei e estou até agora tentando entender, mas procurarei compreender.
            De repente um susto, algo saía da chaminé, obviamente saía fumaça, pois o que mais poderia ser esperado? Todavia a fumaça que a princípio era escura começou a clarear ficando branca como uma nuvem do céu. “Fumaça branca!”, alguém exclamou, o que significaria que o Colégio Cardinalício, sob a luz do Espírito Santo, havia escolhido o Pontífice para governar a Igreja. Os sinos do Vaticano soaram e confirmaram a mensagem que saia da chaminé. A euforia tomou conta dos presentes, tanto dos que estavam na sala de TV quanto dos que estavam em vigília na Praça de São Pedro. Ouvi fogos, gritos e aclamações “Habemus Papam!” Nas redes sociais não se falava de outra coisa, e a hashtag #hamebuspapam dominou o Trending Topics por prolongado tempo. Nessa hora, confesso, senti um forte calafrio e o meu corpo ficou todo arrepiado quando pensei, faço parte dessa história, Sou a Igreja Católica.
            Os minutos se passaram e o público só aumentava na sala, e um amigo em Roma twitou “correia nas ruas de Roma, pessoas se movem de todos os lados rumo ao Vaticano”. Após mais de uma hora de espera, um movimento é percebido na sacada da Basílica de São Pedro. As cortinas e as portas se abrem com uma ansiosa proclamação: “Habemus Papam” seguida da aclamação do Povo de Deus que se calou surpresa ao ouvir “Cardinale Jorge Mario Bergolio, papa Francesco” e a Igreja voltou a sorrir, cantar e festejar.
            Grande era a surpresa de todos, mas um cardial de 76 anos de idade, e que em 2005 era o nome após ao do cardeal Ratzinger para a sucessão papal, havia sido escolhido para governar a Igreja depois de Bento XVI. Um argentino fazendo a história da Igreja como o primeiro papa latino americano. Outro grandioso fato foi o nome escolhido por ele, Francisco. O interessante é que no século XII um jovem europeu chamado Francisco, diante de uma crise ideológica, encontra-se a orar em uma igrejinha em ruínas na cidade de Assis, Itália, e que era dedicada a São Damião. Durante o momento místico, o jovem Francisco ouviu a voz do próprio Cristo vindo do crucifixo, que dizia, “Francisco, reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”. Francisco muda de vida e começa uma nova história. A princípio ele acreditava que a reconstrução tratava-se apenas da restauração daquela igrejinha abandonada e em ruínas, mas na verdade, e nem sabemos se Francisco tomou consciência de que a restauração compreendeu a reedificação de toda a Igreja pós reforma protestante.
            A Igreja hoje sofre ataques cruéis vindos de meios seculares, de pessoas pouco idôneas e até mesmo do seu próprio clero, o que de fato, mexeu um pouco com a paz dos seus fiéis, mas não a fé. A Igreja tem sido alvo de manchetes maldosas nos principais jornais do mundo, e muitos atacam por mera ignorante antipatia. De fato, coisas não tão boas aconteceram no seio da Igreja, e eis que surge o papa Francisco. O nome diz muito, pois reflete a identidade da pessoa, sua essência.
            E eis que fazendo jus ao nome, surge na sacada de São Pedro o papa Francisco com cara assustada diante de suas ovelhas que com grande euforia o aclamavam. E ao abrir a boca pronunciou espontaneamente palavras edificantes ao povo eufórico que o acolhia. Com vestes simples convocou o povo a uma caminhada de fé partilhada na fraternidade, e num gesto de profunda humildade inclinou-se diante dos fiéis na Praça de São Pedro e pediu que ela intercedesse a Deus pelo seu novo pastor no início do seu pontificado, grande gesto! Que exemplo!  Na tarde desse dia 13 de março a Igreja que sempre pregou a humildade deu ao mundo inteiro o maior testemunho de vida daquilo que prega à sociedade atual. Na verdade, tanto Bento XVI no final de seu pontificado e Francisco nessa sucessão apostólica buscaram na origem do Cristianismo, em Jesus Cristo, a base para a caminhada de fé da Igreja. A humildade faz com que a Igreja seja a unidade dos cristãos, e essa unidade foi reforçada no testemunho que o topo da pirâmide eclesial deu, não só aos seus fiéis, mas para toda a população mundial.
            Portanto, chegamos ao ponto em que a exemplo de Jesus Cristo e do testemunho dos seus apóstolos e daqueles que Ele escolheu para conduzir a sua Igreja nós, cristãos católicos, precisamos testemunhar aos cristãos e aos não cristãos o simples jeito de viver que Cristo nos deixou como legado. Por isso, pregar o Evangelho hoje é muito mais do que recitar belas palavras, mas testemunhar o jeito de Cristo, é viver como viveria o próprio Cristo, e isso é a grande surpresa da vida que torna qualquer rotina numa extraordinária doação comum e humilde aos outros, e isso o Papa Francisco começou fazendo e surpreendeu a todos.

Rosa de Saron


Não é todo dia que sua banda preferida grava DVD, e as chances disso acontecer na cidade onde você mora em dia e horário acessível é menor ainda, por isso eu não poderia perder a oportunidade. Acompanho e curto o som da banda desde 1996 e pude crescer junto com o Rosa de Saron. Galera bacana que nos conduz a Deus através das músicas ousadas em altos níveis de amor, além de proporcionar uma grande qualidade técnica. Já faz uns 5 anos que não participo de um show deles, e nesse dia teria a alegria de dividir o show com dois grandes amigos de longas datas e que curtem o Rosa de Saron como eu! Bora lá galera! #contandoosdias


Chamada para a Gravação do DVD


Clipe: Aurora

O dom da vida


            Durante algum tempo, principalmente com os último acontecimentos, fiquei muito incomodado com as notícias e especulações que alguns veículos de comunicação em massa divulgaram sobre a Igreja e os cristãos. O desconforto maior era por acreditar em uma intenção maligna de ferir a unidade e a integridade de uma instituição que sempre buscou o bem da humanidade, mesmo que alguns a tenham manchado, ela, a Igreja, continua imácula diante do mundo porque transcende o objeto e forma-se algo subjetivo.
            Todavia, preciso confessar que a transição da sucessão papal, que vivemos nos início deste ano de 2013, me fez amar e me orgulhar do simples fato de pertencer ao seio da Igreja Católica Apostólica Romana. Foi quando o papa Francisco apareceu na sacada da Basílica de São Pedro que percebi, isso é dom de Deus. Neste momento um filme passou pela minha cabeça e eu percebi a minha história de vida dentro da História que Deus escreveu para toda a humanidade. Nessa hora, mesmo sem me lembrar, me vi no dia em que fui batizado e passei a ser membro do Corpo de Cristo, isso me levou ao Rio Jordão no momento em que João Batista batizava Jesus, e eu ouvi Deus dizer: “Este é o meu filho amado!” Foi aí que eu nasci!
Em seguida, fui levado a um fato muito marcante na minha vida, a conversão do meu pai. Quando ainda não tinha consciência do juízo, eu acompanhava a minha mãe até as missas enquanto o meu pai nos aguardava num botequim mais próximo à Igreja. Com o passar do tempo, fui percebendo que as noites de domingo na porta de um bar qualquer eram mais divertidas do que as celebrações dominicais, que me causavam imenso cansaço e desânimo. Fui logo querendo fazer a minha opção de liberdade mesmo sem der o domínio do juízo. Minha mãe tinha um discurso pronto, “Seu pai é vacinado, maior de idade, dono da vida dele, e você não”, tudo bem que eu só entenderia isso anos depois, mas pra mim tais palavras não faziam sentido algum. E o meu pai sempre dizia, “Vai com a sua mãe que é o melhor pra você!”, e era o que eu menos entendia, por que o que era bom para minha mãe e eu não era bom para ele? Depois de muitos dias de incompreensão, insistência e choro, uma surpresa, o meu pai nos acompanhou até a Celebração Eucarística. Eu não entendi aquilo, mas lembro bem que fiquei muito feliz, principalmente porque após uma boa participação na missa haveria sempre um delicioso sorvete. Então ouvi novamente a voz de Deus a me dizer, “Desde o ventre da sua mãe Eu o conhecia”.
E as cenas do filme continuavam a serem contextualizadas naquela tarde. Fui levado a uma das cenas mais dramáticas de toda a minha história, a época das crises juvenis e as revoltas dos rebeldes sem causa. Nesse tempo eu quase consegui aniquilar com a minha família e com o casamento dos meus pais. Eu só queria liberdade, independência, reconhecimento e ser um jovem normal na sociedade real, o mote “Sexo, drogas e Rock’n Roll” era o meu lema e o mundo das baladas era a minha casa. Que feliz ilusão! Apesar de alcançar diversão a agonia vinha logo em seguida dilacerando a minha alma. Mas também, qual era a minha vontade? Eu estava tentando me conhecer fugindo de mim mesmo, fugindo do que eu era. Eu queria ser como os outros e não o que eu queria ser. Foi quando Deus falou, “Não temas pois Eu estou contigo, coragem jovem!” A liberdade sempre esteve dentro de mim e eu não a conhecia.
Outra cena que chamou muito a minha atenção foi a festa, a alegria, a amizade. Como tive o privilégio em participar da vida de pessoas que em sua pequenez e humildade se mostraram grandes pessoas, amigos que sem a convivência eu não seria a pessoa que sou hoje, talvez uma pessoa muito mais rude e mesquinha. E se hoje eu tenho esse sorriso estampado e o capricho de viver momentos de nostalgia frequentemente é porque eu tive o privilégio de ter tido pessoas especiais nessa história, nesse filme. E Deus novamente falou “Quem tem um amigo, encontrou um tesouro de valor inestimável” Contudo, foram eles que me encontraram e não eu que encontrei, pois foi Deus quem os entregou de presente para mim.
A última cena do filme não foi a cena final, mas talvez a que indicasse o início de tudo. Voltei a minha consagração apostólica como Salesiano de Dom Bosco, foi quando eu nasci de novo, nasci para uma nova vida, uma nova experiência, uma nova caminhada que é tão dura como qualquer outra, mas que trás a minha alma a confirmação de tudo que acontecera antes, que fora vivido e partilhado. Um misto de sentimentos invadiu o meu ser e eu pude ouvir Deus dizendo, “Eu te chamei pelo nome, tu és Meu!” (lema de profissão). Só então pude entender que durante toda a minha história, desde o início, Deus sempre esteve ao meu lado e acompanhou todos os meus passos fazendo com que a minha vida fosse um sincero sim de santidade e que estar vivo, ser quem eu sou, ser cristão, ser católico, ser consagrado, ser salesiano, ser Denis não é um simples fato, mas é Dom de Deus.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Eu acredito na Juventude!



         Eu acredito na juventude! Creio sim! Creio na sua capacidade de transformar o mundo, creio em suas responsabilidades adquiridas, creio em seus sentimentos à flor da pele.
         Eu acredito na juventude! Creio que o mundo tem solução porque existem jovens, creio na esperança quando um jovem sorri, creio que sonhos podem ser realizados quando vejo jovens em ação. Dizem que a juventude será o futuro, será o mundo amanhã. Eu não acredito nessa teoria, e sim, creio que a juventude é o presente, o hoje, é o mundo agora.
         Eu acredito na juventude! Creio sim, com seus medos, suas misérias, suas fantasias. Creio nas Marias, nas Cláudias, nos Paulos e nos Anjinhos. Creio na juventude do Rock, do Frevo e do Sertanejo. Creio na juventude da Fé, na juventude ativa que canta e que brinca.
         Eu acredito na juventude! Creio na juventude que faz arte, que vai à festas. Creio na juventude que estuda, que é justa, pinta a cara e que faz protestos. Eu creio na juventude que é desprezada e criticada pelos grandes poderosos deste mundo, creio na juventude abandonada, marginalizada, emaconhada. Eu acredito na juventude das cidades, das capitais, dos guetos e das favelas. Acredito na juventude que vai aos shoppings e bailes funk.
         Eu acredito na juventude! Creio sim! Creio na juventude esquisita, na juventude do cabelo multicor, na juventude simples e no jovem trabalhador.
         Eu acredito na juventude, porque sei que se tem alguém que topa e tem coragem de pintar um rosto mais belo para a nossa sociedade, que tem motivação para levantar-se após as quedas, que corre atrás de seus sonhos, esse alguém se chama JOVEM! Por isso, eu acredito na juventude.

terça-feira, 5 de março de 2013

Coisas do século passado!



Vovó disse que mentir é pecado, mas ela escondeu a bolacha de sal e disse que havia acabado. Ela não mentiu? Ela pecou! Mas por que a vovó se contradiz tanto? Ela diz que roubar é pecado, mas ela leva uma vida tão burguesa que rouba a felicidade de muitas pessoas. Isso é certo? Vovó diz que matar é pecado, mas sempre diz “Ele mereceu isso, teve o fim que queria”, ao ser informada da morte de algum bandido, traficante, favelado e menino de rua infrator. A morte é uma coisa boa? Vovó sempre me diz para não fazer uma porção de coisa, mas eu sempre à vejo fazendo ou satisfeita com algo que ela me proibiu de fazer. Será que a vovó está acordada assistindo a sua novela, que é pressuposto do seu sono alienado ou está sem dormir preocupada com o que pode acontecer ao seu vizinho ou amigo indiscreto? Acho que a vovó não entende o tempo em que vivemos, será que ela ainda pensa nas coisas do século passado? Acho que a vovó já repousou. Coitada! Quando será que ela vai me compreender? Acho que a vovó não é capaz de pós modernizar o seu ponto de vista, é muito difícil para ela. Vovó até conhece as leis, mas as usa somente para o seu bel prazer. Vovó entende da moral, mas será que ela sabe o que é Ética? A minha avó é uma pessoa muito boa, mas eu nunca a vi rezando pela salvação de algum assassino. Ora, minha avó é tão inocente. Ela acompanha a bolsa de valores só para saber como será a feira do próximo fim de semana. A minha avó é brasileira, mas não se comporta como aqueles que fazem o Brasil brasil, pois minha avó não fura fila, ela só pede à algum conhecido que está na frente para pagar a conta de telefone. Se alguém lhe da o troco errado ela fica com o dinheiro, não porque é pretensiosa, mas porque é desatenta e não conferiu o troco. Mas é engraçado, se o troco for menor, ela percebe. Eu não entendo a minha avó, acho que ela é do século passado, ou pode ser que eu seja contemporâneo demais. Ah! Como eu gostaria de compreender minha avó, pois assim, talvez, ela me ajudaria a votar melhor, estudar melhor, trabalha melhor, ou seja, viver melhor. Ah vovó! Eu não quero pensar nas coisas do passado, mas será que a senhora não poderia se atualizar? Eu te amo tanto vovó, mas eu aço que a senhora já viveu demais. Adeus vovó, volte para as coisas do século passado, pois eu não posso abrir mão do progresso que eu conquistei com tanto esforço. Adeus vovó! Somos de tempos muito diferentes e não há possibilidades de eu continuar comento dos seus deliciosos bolinhos de chuva e sendo conivente com as enchentes e alagamentos que eles tem provocado. Adeus vovó! A sua hora chegou,e já é tempo de cerrar a tampa do seu século passado. Quem sabe um dia voltemos a nos encontrar e a oportunidade da comunhão de idéias deixe de ser uma utopia e passe a ser filosofia, português, matemática, história. Ah história! Olha agente voltando as coisas do século passado.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que significa L.G.B.T.Q.I.A.?


A nova geração gay nos Estados Unidos

            Um novo termo tem gerado discussões nos Estado Unidos, na verdade é mais que um termo, é mais do que uma sigla é um ideário que poderá mudar completamente a visão tradicional de Homem e Mulher  de toda uma sociedade. A sigla L.G.B.T., abreviação em inglês de Lesbians, Gays, Bissexuas, Transgenderes (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis), é de conhecimento de muitos, contudo, o que significaria o “Q.I.A.” adido à expressão?
            O termo está dividindo a opinião dos norte americanos, tanto os heterossexuais quanto os homossexuais, pois põe em cheque princípios homogêneos da civilização humana.  O assunto é tão abrangente que até o The New York Times tem abordado o assunto em suas colunas. O fato é que em Faculdades, como a Sarah Lawrence em Nova York, dentre outras, surgem grupos estudantis que tem levantado a bandeira de que o a ideia apreendida pelo termo “LGBT” não é capaz de assegurar plenos direitos a todos e todas, por isso acrescentar “QIA” (Queer, Intersex, Asexual, Ally), tentemos entender o que isso significa. A palavra queer ao pé da letra significa “bicha”, mas o uso aqui tem um sentido mais amplo e intenciona-se dar um sentido mais positivo a este termo antes usado pejorativamente. Na verdade “queer” atua com a ideia que abrange as pessoas de ambos os gêneros que possuem uma variedade de orientações, preferências e hábitos sexuais, ou seja, um termo neutro que possa ser utilizado por todos os adeptos desse movimento. E Intersex refere-se a pessoas em que a sua característica física não é expressa por características sexuais exclusivamente masculinas ou femininas. E a vogal “A” que se encontra no final da sigla remete a duas palavras com significados distintos, a primeira Asexual que designa uma pessoa assexuada, ou seja, uma pessoa que não possui atração sexual nem por homens e nem por mulheres ou que não possua orientação sexual definida, e a segunda palavra, Ally, abrange as pessoas que não se identificam com as pessoas pertencentes ao grupo LGBTQIA, mas os respeitam e asseguram que seus direitos sejam cumpridos.
            Apesar de embaraçoso, acredito que não seja o significado da sigla que tenha despertado a curiosidade e a indignação de muitos norte-americanos, mas a intencionalidade deste movimento. O folhetim de maior circulação nos Estados Unidos, o The New York Times, publicou no mês de janeiro deste ano as opiniões e as reivindicações desse grupo, que o jornal chama de “Nova geração gay dos Estados Unidos”. A matéria ressalta o destaque que esses grupos tem alcançado na sociedade a partir de diálogos, debates e organização de grupos nas Universidades, esses grupos de estudantes homossexuais tem feito com que instituições de ensino superior repensem sua estrutura logística, bem como a sua organização institucional ao criar banheiros, dormitórios e ambientes bissexuais, cobrir cirurgias de mudança de sexo nos planos de saúde universitários, e em algumas Universidades, como a de Iowa, os estudantes ao preencherem o formulário de matrícula encontram três itens a serem marcados no campo “sexo”, masculino, feminino e transgênero.
            O que causa maior receio é que este movimento contradiz ao próprio movimento homossexual tradicional, por se tratar da militância de uma geração totalmente independente. O paradigma entre as gerações é evidente, pois enquanto o movimento gay que conhecemos, e ainda nem conhecemos bem, parece ter o foco no casamento gay, nas uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo e adoções, essa nova geração gay busca algo ainda mais radical que é superar o binômio macho e fêmea, eles querem uma independência de gênero. A grande questão não é quem eles amam ou com quem eles vão se casar, a preocupação é com “o que eles são”, ou seja, sua identidade independente da orientação sexual que seguem.
            O jovem Santiago, colombiano que estuda nos Estados Unidos e pertence a essa nova geração homossexual, fez a seguinte observação em um dos encontros promovidos pelos grupos estudantis LGBTQIA nas universidades, "Por que só determinadas letras entram na sigla? Temos nossas lésbicas, nossos gays, bissexuais, transsexuais, bichas, homossexuais, assexuais, Panssexuais, Omnissexuais, Trissexuais, Agêneros, Bigêneros, Terceiro gênero, Transgêneros, Travestis, Interssexuais, Dois espíritos, Hijras, Poliamorosos." E concluiu: "Indecisos, Questionadores, Outros, Seres  Humanos."
             A mudança de paradigma causa desconforto em todas as pessoas, contudo, uma reação não regulada pode causar um pandemônio ou até uma guerra, por isso, devemos pensar, refletir, questionar, entender o que se passa a nossa volta afim de garantir em nossa sociedade o direito de ir e vir de todo o ser humano, como reza a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Contudo, não basta simplesmente fechar-nos em nossos ideais acreditando que eles sejam insuperáveis a ponto de se tornarem a “verdade absoluta” que não pode ser questionada. O respeito é um princípio primordial na convivência humana, mas será que as partes tem respeitado a si e ao próximo?
Sem responder a pergunta anterior, concluímos e acrescentamos no embate o grande filósofo Heráclito de Éfeso que diz existir um “movimento permanente das coisas que se desfazem, transformando-se em outras coisas”, para ele o mundo explica-se pela causa e consequência das mudanças e contradições que nele ocorrem, para ele a centralidade da vida no mundo encontra-se na experiência da oposição que as coisas fazem umas as outras.  E acrescenta "O divergente consigo mesmo concorda; harmonia de tensões contrárias, como de arco e lira". Assim, a divergência e a contradição não só produzem a unidade do mundo, mas também sua transformação. O mundo é um eterno fluir, como um rio, e é impossível banhar-se duas vezes na mesma água. Fluxo contínuo de mudanças, o mundo é como um fogo eterno, sempre vivo, e "nenhum deus, nenhum homem o fez". Será que os seres humanos estão sofrendo mutação? Será que Deus mudou, não é o mesmo? Em que barco se encontra a humanidade e em que porto ela atracará?

Fonte de Pesquisa:

            

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Eu e Deus!

Fragmentos de um carnaval de encontro com o sobrenatural!


Gosto das palavras


Gosto de brincar com as palavras!
Gosto de rimas, gosto de versos e também dos reversos.
Gosto de ouvir os sons!
O som das canções e dos corações!
Gosto de ouvir as melodias compostas pelas sinfônicas, harmônicas e filamôrnicas no ordinário desta vida.
Gosto da felicidade!
Gosto do sorriso real, do abraço sincero e do conselho de graça!
Gosto dos jardins!
Os jardins das flores, das borboletas . dos olhos azuis e das conversas românticas.
Gosto da natureza!
A natureza dos pássaros, das plantas e das cabeças biodiversas.
Gosto das crianças!
As crianças dos sorrisos, do abraço;
As crianças das criancices e das cicatrizes.
Gosto do azul!
Azul do céu, azul do mar e o azul do artista.
Gosto da religião!
A religião da fé, da esperança e da caridade.
Gosto das tardes...
Tardes de por de sol, dos passeios ciclísticos,
tarde das brincadeiras de criança.
Gosto das pessoas...
das pessoas que produzem a vida, que preservam a vida
e das pessoas que doam suas vidas por amor.
Gosto das bagunças...
das bagunças que organizam a vida,
das bagunças autênticas e sinceras.
Gosto de tantas coisas, sobretudo das palavras;
das palavras que me permitem eternizar esses versos infinitos que 
trago no meu coração.

Amigo


Música "Amigo" composta no ano de 2009 num período marcado por muitas perdas.

Composição: Denis Dutra
E                                                                B7
A DISTÂNCIA É UMA CRUZ QUE ESCOLHI CARREGAR
         A                                                              B7
ELA ARDE EM MEU PEITO E ÀS VEZES QUER ME SUFOCAR
                       E                                               B7
MAS TENHO FORÇA E CORAGEM ALIMENTADOS PELO AMOR
          A                                   B7                   E
QUE UNIDO A VOCÊ APRENDI A CULTIVAR.
    B7                                      E         B7                                    E
AMIGO ESTOU PERTO DE TI/ AMANDO E ESPERANDO QUE
                 A                         B7                      A                          E
NOSSOS UNIDOS CORAÇÕES POSSAM SE REENCONTRAR.
    B7                                                    E                  B7
AMIGO QUANTO MAIS O TEMPO PASSA/ PERCEBO O QUANTO
                        E                          A                     B7                A
SINTO SUA FALTA E A ALEGRIA DE MINH’ALMA É SABER QUE
                    B7         E
TENHO VOCÊ AMIGO.
E                                                B7
A DECISÃO QUE TOMEI/ FERIU MEU CORAÇÃO
                     A                                                      B7
E MUITAS VEZES EU CHOREI QUANDO ME SENTI NA SOLIDÃO
                        E                                                          B7
MAS ESTOU CERTO E ACREDITO/ QUE AO MEU LADO TU ESTÁS
                 A                                           B7                       E
E A ALEGRIA É RESTAURADA LOGO NO AMANHECER.
    B7                                      E         B7                                    E
AMIGO ESTOU PERTO DE TI/ AMANDO E ESPERANDO QUE
                 A                         B7                      A                          E
NOSSOS UNIDOS CORAÇÕES POSSAM SE REENCONTRAR.
    B7                                                    E                  B7
AMIGO QUANTO MAIS O TEMPO PASSA/ PERCEBO O QUANTO
                        E                          F#m                 C#m            F#m
SINTO SUA FALTA E A ALEGRIA DE MINH’ALMA É SABER QUE
   A    B7                            E
TENHO GRANDES AMIGOS.


Santidade Hoje


Música Santidade Hoje que compus no ano de 2011 e que nos deu os Prêmios de Melhor intérprete e 2º Lugar Geral no Festival de Música Vocacional da Arquidiocese de Mariana.

INTRO: C#m G#M  A         G#7    C#m

C#m                           G#m
CERTA VEZ ESTIVE A REFLETIR
A                                 E
SOBRE A VIDA, O SER E O DEVIR!
C#m                                                  G#m
QUESTIONEI-ME O QUE SERIA SANTIDADE
A                                 F#m                           B
OBSERVANDO NO ALTAR UMA BELA IMAGEM!
F#m                              C#m                             G#m                                 C#m
OLHOS DISTANTES, E AS MÃO POSTAS, COM LONGAS VESTES, DESANIMEI!
F#m                           C#m                                      G#m                           C#m
VI-ME DISTANTE DESTE CAMINHO QUE ESPEREI, QUE TANTO SONHEI!
B                                            A
MAS O HOMEM DO SORRISO VEIO A MIM
E                                            A                                 B
E FEZ ARDER MEU CORAÇÃO, SUAS PALAVRAS!

E                                            B
PARA SER SANTO É PRECISO SER ALEGRE
A                                                                    E         A         E
COM SORRISO NOS LÁBIOS A TAREFA COMPLETAR
E                                            B
FAZER O BEM E CRER NO AMOR, SOBRETUDO
F#m                                                                          B         A         F#M    C#m   G#M   A         G#7    C#m
AÇÕES TÃO SIMPLES PARA UM JOVEM ALCANÇAR!

C#m                           G#m
SEM DEIXAR DE SER JOVEM
A                                 E
QUE USA ALL STAR E CALÇA JEANS
C#m                           G#m
EMPUNHANDO O MEU VIOLÃO
A                     F#m                           B
VOU CANTANDO ESTA CANÇÃO
F#m                           C#m                                      G#m                           C#m
FIZ MEU CAMINHO, COM OLHOS ATENTOS, SORRISO NOS LÁBIOS, PROFETIZEI.
F#m                  C#m                             G#m                                 C#m
COM PÉS NO CHÃO, E ALEGRIA, A SANTIDADE REENCONTREI
B                                            A
E ENTRE JOVENS A MENSAGEM LEVAREI
E                     A                                 B
COM ALEGRIA E GRATIDÃO CANTAREI!



sábado, 16 de fevereiro de 2013

A morte de um artista



            Não consigo escrever! Parece que se esgotou tudo o que me motiva a rimar versos, inventar palavras, entoar estrofes. Estou vivendo um longo período de aridez poética, por isso resolvi percebê-la, resolvi torna-la pública. Enquanto eu fazia questão de não identifica-la, eu não fui capaz de conhecê-la, não fui capaz de desprender-me do mundo material, não fui capaz de produzir versos, poemas e canções. E agora ao torna-la pública, estou até escrevendo sobre ela. Seria cômico se não fosse trágico, antes eu escrevia sobre as garotas e seus belos sorrisos, a lua e as estrelas, a natureza e Deus, e agora encontro-me a escrever sobre a arte de não ter inspirações para escrever. Se ao menos eu soubesse de alguma receita que me auxiliasse a vencer esta falta de sensibilidade artística, eu seguiria fielmente.
            Por acaso, você faz alguma ideia do que é perder a sensibilidade artística? Se não sabe, vou tentar ilustrar aquilo que não pode ser visto, tocado ou percebido. Tente imaginar uma pessoa que após viver longos anos fascinado pelas formas e as cores e repentinamente perde a visão! Imagine um jovem esportista que é condenado à tetra paralisia após a um grave acidente. Você foi capaz de imaginar estas cenas? Se sim, então você deve estar começando a entender como é a morte do artista. Sim, um artista não morre quando perde a vida, mas quando perde a sensibilidade da vida.
            Confesso, estou morrendo, mas antes que a falta de sensibilidade sepulte a minha arte, vou denunciar os meus assassinos. Essa aridez que corta a minha garganta e faz com que a minha alma perambule por aí sem verso, rima ou melodia é apenas reflexo das minhas próprias escolhas. Sim, é isso mesmo  que você imaginou, eu estou me matando, pois a minha vida artística depende das escolhas que fiz, que faço, e que vou fazendo ao longo da história. O artista se consome quando deixa de acreditar em tudo aquilo que lhe inspira, o artista morre quando a sua arte torna-se objeto da sua realidade. Uma vez uma pessoa me disse que não acreditava na existência de inspiração para escrever, e só hoje eu estou sendo capaz de compreender isso. Realmente não existe inspiração, pois tudo o que inspira o artista sempre esteve presente na realidade, mas nem sempre foi sentido, percebido ou experimentado, como as pessoas, o universo, a natureza, enfim, que são os principais objetos ousadamente transformados em vida. A diferença é que o artista agrega estes elementos como parte do seu existir, e ele deixa de viver quando passa a percebê-los como objeto, ou quando passa a não percebê-los.
            Acho que estou morrendo, eu já não vejo ou enxergo como antes, muitas coisas deixaram de existir diante dos meus olhos, e o que era abstrato tornou-se concreto. Esgotou-se a minha razão de existir.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bento XVI


"Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender as 8h da manhã quando te acordam para dizer em poucas palavras: “Daniel, o papa renunciou.” Eu apressadamente contestei: “Renunciou?”. A resposta era mais que óbvia, “Renunciou, Daniel, o papa renunciou!”.


O papa renunciou. Assim amanheceu escrito em todos os jornais, assim amanheceu o dia para a maioria, assim rapidamente alguns tantos perderam a fé e outros muitos a reforçaram. Poucas pessoas entendem o que é renunciar.
Eu sou católico. Um de muitos. Desses que durante sua infância foi levado à missa, cresceu e criou apatia. Em algum ponto ao longo da estrada deixei pra lá toda a minha crença e a minha fé na Igreja, mas a Igreja não depende de mim para seguir, nem de ninguém (nem do Papa). Em algum ponto da minha vida, voltei a cuidar da minha parte espiritual e assim, de repente e simplesmente, prossegui um caminho no qual hoje eu digo: Sou católico. Um de muitos sim, mas católico por fim. Mas assim sendo um doutor em teologia, ou um analfabeto em escrituras (desses que há milhões), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de provocações e orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre sendo Papa. Por isso hoje quando acordei com a notícia, eu, junto a milhões de seres humanos, nos perguntamos “por que?”. Por que renuncia senhor Ratzinger? Sentiu medo? Sentiu a idade? Perdeu a fé? A ganhou? E hoje, 12 horas depois, creio que encontrei a resposta: O senhor Ratzinger renunciou toda a sua vida.
Simples assim.
O papa renunciou a uma vida normal. Renunciou ter uma esposa. Renunciou ter filhos. Renunciou ganhar um salário. Renunciou a mediocridade. Renunciou as horas de sono pelas horas de estudo. Renunciou ser só mais um padre, mas também renunciou ser um padre especial. Renunciou preencher a sua cabeça de Mozart, para preenchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a, tendo 85 anos, estar aposentado, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou desfrutar de seu país. Renunciou seus dias de folga. Renunciou sua vaidade. Renunciou a defender-se contra os que o atacavam. Sim, isso me deixa claro que o Papa foi, em toda sua vida, muito apegado à renuncia.
E hoje, voltou a demonstrar. Um papa que renuncia a seu pontificado quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas nas mãos de alguém maior, parece ser um Papa sábio. Nada é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem seus sacerdotes, nem os laicos, nem os casos de pedofilia, nem os casos de misericórdia. Nada é maior que ela. Mas ser Papa nesse tempo do mundo, é um ato de heroísmo (desses heroísmos que acontecem diariamente em nosso país e ninguém nota). Recordo sem dúvida, as histórias do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como morreu? Sim, em uma cruz, crucificado igual ao teu mestre, mas de cabeça para baixo. Hoje em dia, Ratzinger se despede de modo igual. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado pelos seus irmãos católicos. Crucificado pela sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade que tanto dói entender. É um mártir contemporâneo, desses que se pode inventar histórias, a esses que se pode caluniar e acusar a vontade, que não respondem. E quando responde, a única coisa que faz é pedir perdão. “Peço perdão pelos meus defeitos”. Nem mais, nem menos. Quanta nobreza, que classe de ser humano. Eu poderia ser mórmon, ateu, homossexual e abortista, mas ver uma pessoa da qual se dizem tantas coisas, que recebe tantas críticas e ainda responde assim... esse tipo de pessoa, já não se vê tanto no mundo.
Vivo em um mundo onde é engraçado zombar o Papa, mas que é um pecado mortal zombar um homossexual (e ser taxado como um intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo em um mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um senhor de 85 anos que quer o melhor para a Instituição que representa, mas lhe indagamos com um “Com que direito renuncia?”. Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Ninguém se sente cansado ao ir pra escola. Ninguém se sente cansado ao ir trabalhar. Vivo um mundo onde todos os senhores de 85 anos estão ativos e trabalhando (sem ganhar dinheiro) e ajudam às massas. Sim, claro.
Mas agora sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que vai sentir falta do senhor. Em um mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, mas que em 50 anos se lembrará como, com um simples gesto de humildade, um homem foi Papa, e quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu partir por amor à sua Igreja. Vá morrer tranquilo senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem um corpo exibido em São Pedro, sem milhares aclamando aguardando que a luz de seu quarto seja apagada. Vá morrer, como viveu mesmo sendo Papa: humildemente.
Bento XVI, muito obrigado por renunciar."

Traduzido do artigo postado em http://oehd.wordpress.com/2013/02/12/siempre-renuncias-benedicto/ por revelar com muita fidelidade meu sentimento e pensamento sobre o assunto. =)