quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Olhares sobre Venda Nova do Imigrante-ES

Neste último fim de semana eu tive a graça de retornar a cidade de Venda Nova do Imigrante no estado do Espírito Santo. Durante o tempo em que la fiquei pude observar as fantásticas belezas naturais que aquele paraíso nos oferece. Portanto, vos apresento os meus Olhares sobre a cidade de Venda Nova do Imigrante!


Dois lindos canários que encantavam e cantavam


Ate parece que falam! Olhem!



Como comentar????



Fiquei encantado com esse tipo de erva daninha, parece ate planta!


domingo, 5 de agosto de 2012

Bom Dia!


O dia hoje amanheceu ensolarado na  capital mineira. Um sol lindo surgia no horizonte disposto a dominar todo o dia. Seus raios lentamente penetravam as entranhas da terra, e aos poucos cobriam as árvores que tive a impressão que hainda adormeciam. Oh belo dia, oh belo horizonte matinal, até os seres humanos se colocam como aqueles seres em fotosíntese que ao som da sinfonia dos pássaros só ousa sonhar. Vale a pena viver! Vale a pena sonhar! Bom dia!


sábado, 4 de agosto de 2012

Olhares de Barbacena

Na semana passada (20 à 29 de julho) retornei a Barbacena juntamente com os meus irmãos Géster, Warley e Pe João Luíz, e não perdi a oportunidade de uns flashes...





Experiência em Vix


Você conhece o estado do Espírito Santo? E sua capital, Vitória? E o Convento da Penha? Olha, o que me encanta no Espírito Santo são as belezas naturais e não naturais que sempre surpreendem os nossos olhos que frequentemente inauguram algo que os prendem por segundos, minutos, horas, dias, anos...
Não existe grandes propagandas acerca do Espírito Santo, mas na simples regência da vida o marketing acontece naturalmente. Conheci lugares com grande fama internacional mas com pouco conteúdo, por outro lado viajei por lugares sem nunca ter ouvido falar e fiquei impressionado com o que vi. Não estou aqui para fazer apologia ao meu querido estado, mas simplesmente para convidá-lo a fazer uma experiência diferente da que está acostumado a fazer. Por exemplo, a fotografia em destaque, foi feita em dezembro de 2010 no Convento da Penha em Vila Velha-ES. Fotografei a imagem refletida na janela do convento depois de ter me reconciliado com Deus em uma confissão magnífica. Receber o sacramento da confissão e depois fazer a sua penitência nessa janela onde pode ser vista parte do convento, a baia de Vitória, a terceira ponte e parte da capital é realmente um encontro com Deus. Cada um faz a sua experiência, por isso não posso contar a minha, contudo te convido a fazer a sua, garanto que você não irá se arrepender.
Arrisque-se olhar pela janela!

Dia do Padre!


Rezemos pelo clero neste dia dedicado aos padres, dia do santo padroeiro dos sacerdotes de Deus. São João Maria Vianney rogai pelos padres da Igreja e por nós!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Church

Igreja de Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rei/MG


Geralmente quando passeamos pelas históricas cidades mineiras encontramos grandes templos erguidos num cenário que geralmente não condiz com a nossa realidade.
Essa foto, por exemplo, foi tirada em junho de 2011 na cidade de São João Del Rei-MG, na ocasião da festa de Corpus Christ. Toda vez que me deparo com uma arquitetura dessa, uma fachada tão cheia de detalhes viajo a um tempo em que o tempo é atemporal. Os interiores desta igrejas nos levam a rezar, meditar, contemplar, etc. Admiramos tanta coisa ao mesmo tempo, tanto detalhe, tanta imponência. E aí é que vem o mais interessante. Cada um faz a sua experiência. Podemos observar que sempre aparece um agnóstico admirador, um piedoso pecador, um estudante indiferente, etc. cada um vive a sua história diante da Grande História!!
A Grande História da Salvação, a Grande História de um Brasil Colônia, a Grande História de uma Fé fervorosa que não é reconhecida e nem faz questão de ser. Tudo isso se une em algo que parte do incomum para aquilo que é sinal de "Comunhão!"

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Sacerdote, testemunha da misericórdia

Chegou, passou e ficou!


Imagem de um tempo que ficou na história!
Certa vez pensou-se, "já chegou" estamos aqui e vamos viver. Houve a oportunidade da alegria, do sorriso, da verdade, da sinceridade, do aprendizado, do crescimento, da diversão... Cada qual aproveitou da forma que lhe era permitido, ou que se permitia permitir. Houve um tempo que marcou a memória, a história. Um tempo com água e gelada, frio e gelada, jardim e gelada, prato e gelada, hospital e gelada... Houve um tempo em que a simplicidade e a humildade de coração viveram em harmonia assim como a amizade e o amor andavam juntas. Houve um tempo de muitos dribles, mesmo não craques do futebol.
O tempo que chegou de repente, também passou de repente, e com ele passou as intrigas, as indiferenças, as tristezas. O tempo que passou inaugurou uma nova era, uma era de mudança, de transformação. O novo tempo não deixa de ser o antigo tempo, sim é ele, ele continua, ele fica. O tempo antigo que passou ele vive dentro de mim, ele vive pois precisa me indicar o passo que preciso dar a seguir. O que fica, nem sempre é igual para todos, contudo, sempre nos conduzirá ao mesmo lugar.
Espero que o que chegou, passou e ficou nos ensine ainda mais do que já aprendemos, e assim possamos desfrutar a vida inteira de um estilo de vida que não se prenda a dias, meses, a 1 ano! O aprendizado continua, mesmo em contextos diferentes, mesmo que nos digam o contrário, afinal, não acredito no que dizem, mas naquilo que ficou do tempo que chegou e passou. E já dizia Sartre, "Mudei para continuar o mesmo!"

Imagem da Semana!


Por do sol na orla da Camburi. Vitória-ES

Meias Verdades


Cansei de meias verdade
de palavras ocultas e de frases disfarçadas.
Quero distância das vãs filosofias,
da soberba e da sua autocracia;
não acredito na sua falsa doutrina,
que mendiga a fé em orações enfraquecidas.
Vou me libertar das suas ideias, seus ideais
que acorrentam meus sonhos que são reais.
Chega de disfarces, palavras mascaradas,
conversa solta ao vento, à vida atacar.
Quero liberdade, a simples verdade
que na simplicidade só quer me alegrar.
A vida não é insociável, ela apenas não vem com manual,
não adianta fazer parte dela, mas participar nela.
É preciso caminhar na estrada do medo
e descobrir o que está oculto.
Não basta apenas dizer, mas é preciso falar,
falar das coisas do coração, daquilo que é real.
Meias verdades não realizam sonhos,
não fazem poesia e nem trazem alegria.
Por isso é preciso acreditar na vida, no real,
e partir a semear no coração verdades inteiras.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Espetáculo Espetacular



Ontem, dia vinte de julho, ganhei um presente de valor imensurável. Ganhei o ingresso para o espetáculo Morte e Vida Severina no Teatro da Cidade em BH. Digo que este presente não tem valor não apenas por gostar de teatro, mas por se tratar de uma obra de tamanha relevância artística.
A morte dando um show de interpretação
O texto do espetáculo é original de João Cabral de Melo Neto, que sob a direção de Pedro Paulo Cava, também proprietário do Teatro da Cidade, que rege os quinze artistas componentes do elenco. Diga-se de passagem, e que elenco! (Evaldo Nogueira, Luiz Gomide, Tiago Colombini, Luciene Lemos, Adilson Maghá, Diorcélio Antonio, Gustavo Marquezini, Meibe Rodrigues, Priscila Cler, Nana Andrés, Adriano Alves, Fabiane Aguiar, Jefferson de Medeiros, Júlia Borges e Maria Tereza Gandra) O espetáculo tem a dimensão dos musicais da Broadway, digo isso com propriedade e sem exageros, é realmente fantástico. O texto 
é intercalado com canções de Chico Buarque e Luiz Gonzaga que são interpretadas a várias vozes pelo próprio elenco da peça, toda a produção sonora é feita ao vivo pelo elenco incorporando os sons de viola, violão, flauta barroca, flauta transversa, zabumba, triângulo, agogô e chocalho.
Os personagens Severino Retirante e Mestre Carpina
Outro detalhe interessante é o cenário, a vida nordestina foi perfeitamente apresentada naquela arena cultural. Falando em arena, algo que precisa ser reconhecido é a estrutura do teatro que combina com o cenário. Com uma estrutura de arena o palco não se limita a aquilo que vemos a nossa frente, mas os corredores e escadarias entre os espectadores permitindo que o público viva de forma completa, sentindo-se parte do elenco. Sem contar que sorrateiramente durante os atos o projetor no centro do palco apresenta obras de Portinari que se revezam conforme a cena que se passa. Enfim, não sou capaz de contar tamanha emoção em assistir esse espetáculo, digo apenas que vale a pena, pois a experiência é algo particular e cada leitor faz a sua, contudo confesso que bateu uma gostosa saudade do Recife.
O elenco tocando e cantando Asa Branca de Luis Gonzaga

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Uma viagem fascinante


O dia 10 de julho de 2012 começou bem mais cedo do que o comum. Levantar ainda de madrugada, tomar banho, colocar uma roupa bacana, café antes do nascer do sol, ônibus, metrô e estação Ferroviária de Belo Horizonte. Gostaria de narrar umas das mais fascinantes viagens que já fiz na minha vida, mas ela não começa quando eu acordo, ela começa quando eu chego na Praça da Estação em BH, apesar de poder considerar que nas semanas precedentes a essa data muito se esperava por essa viagem, contudo, sem desvalorizar o sentimento, tudo até agora fora comum na minha vida.
Ao chegar na Praça da Estação me senti adentrando em um cenário de filme de época, fatores como arquitetura, pessoas, sons, conversas, enfim, muito contribuíam para para a gravação deste 'longa'. Bilhetes em mãos, hora de embarcar! Ao passar pelos guardas ferroviários postos sob o grande portão de ferro, logo se avista a grande serpente de ferro, imensa, infinita, pensei. O clima gélido da estação nos fazia desejar o interior da serpente, e assim seguimos procurando o vagão P6, poltrona 61. Logo encontramos nossos lugares da Classe Econômica. Estavam quase todos os assentos ocupados, muitas crianças, famílias, gente, pessoas simples que conviviam umas com as outras sem restrições de credo, classe social ou etnia. Com as malas ocupando os seus devidos lugares iniciamos nosso desbravamento ao longo dos vagões adjacentes. Em seguida, ouve-se o apito e exatamente as 07:30 o piso metálico começa a deslizar sobre os trilhos, uma sensação inquietante invade o peito, uma mistura de medo, euforia, alegria e ansiedade. O trem parte e numa varanda entre os vagões me aconchego rendendo o meu olhar a uma paisagem inédita.
O som metálico dita o rítimo de uma sinfonia, o trem se despede da cidade e desbrava a mata, cumprimenta os cidadãos pelo trajeto, cruza outros vagões e estradas, atravessa pontes, rompe os túneis e desliza entre as montanhas verdes e as relvas infinitas até onde a 'vista arcança'. O meu filme continuava, vários personagens surgiam, barões do café, plebeus, princesas, enfim, pessoas. Distraído com a paisagem fiz o meu retiro espiritual, ali naquela varanda passei 80% da viagem. Amizades vão se tecendo ao longo da viagem tanto com os passageiros quanto com os oficiais e seus ambientes de trabalho. Percorremos todos os vagões, da Locomotiva á Classe executiva, do restaurante a sala de leitura, sim, todos os 18 vagões. E no fim da viagem, já no fim do dia, após mais de 13 horas de passeio o corpo descansado agradecia pelas fadigas evitadas, a alma realizada por ter tido um maravilhoso encontro com Deus e os amigos agradecidos por partilharem juntos tantas alegrias. Isso sim é uma grande viagem. 



Viagem realizada no dia 10/07/2012 pelos jovens salesianos estudantes de filosofia da Inspetoria São João Bosco. O trem parte da praça da estação em Belo Horizonte as 07:30 da manhã e chega na estação Pedro Palácios em Vitória as 20:15. Durante o trajeto há 26 paradas para embarque e desembarque em várias cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. O que mais me impressionou nessa viagem foi a paisagem, o conforto do trem, e a simplicidade das pessoas que fomos conquistando a amizade durante a viagem.
Esta linha é administrada pela Vale e é o único trem de passageiros a unir dois grandes centros diariamente no Brasil!








terça-feira, 3 de julho de 2012

Um inverno desses...


Numa dessas noites de inverno quando cheguei em casa tive a ousadia de olhar pela janela. A escuridão iluminava a paisagem, as árvores imóveis pareciam camufladas em suas copas sob uma lua crescente que dominava a noite. Contudo, uma coisa muito chamou a minha atenção na janela, isso mesmo, algo mais do que a lua, as árvores e a noite. Era possível enxergar o frio, ele era visível, tinha forma, cor e parecia ter até sabor. O frio tornara o meu cárcere, o meu corpo era trancado enquanto o meu interior preso também estava, mas não ao frio, não a noite, a escuridão, ele estava  quilômetros dali, preso a beira do rio sob a luz da lua e o perfume suave dos canteiros aflorados em que a bela dos lábios quentes, alegria da minha alma e advogada da minha causa libertadora, repousava delicadamente. Confesso-te apenas uma coisa, oh fugaz advogada, sonharei com o seu beijo, mesmo que acordado. Quem sabe esses versos noturnos amanhã não me tragam a liberdade da alma.